Características Gerais e Físicas
É um mamífero carnívoro, generalista, de porte médio, pertencente à família Canidae, que também inclui o cão, o lobo, o coiote, o chacal ou o mabeco. Atualmente, estão descritas cerca de vinte espécies de raposas, sendo que algumas delas estão confinadas a regiões muito restritas.
Em Portugal, existe apenas uma espécie, a raposa vermelha ou raposa comum, que é a espécie mais abundante e comum no mundo.
A sua pelagem é castanho-escura nos primeiros 6 meses de vida e, depois, torna-se geralmente castanho-avermelhada, com o peito e o abdómen esbranquiçados. De focinho pontiagudo, orelhas grandes e cauda longa, na idade adulta, atinge um peso corporal de 5 a 7 Kg, com um comprimento total próximo de um metro de comprimento. A sua cauda longilínea, com extremidade de coloração branca ou preta, atinge cerca de 40 cm. As extremidades das patas e a parte de trás das orelhas são pretas. A proporção dos seus membros posteriores relativamente ao peso é consideravelmente superior à das restantes espécies de canídeos, dotando-a de grande agilidade e permitindo-lhe dar saltos de grande amplitude durante a predação. Não apresenta um dimorfismo sexual marcado, no entanto, tal como noutros carnívoros, as fêmeas são, geralmente, mais pequenas do que os machos.
Em Portugal, a raposa é uma espécie cinegética com estatuto de conservação considerado não preocupante.
Raposa vermelha
Características Gerais e Físicas

É um mamífero carnívoro, generalista, de porte médio, pertencente à família Canidae, que também inclui o cão, o lobo, o coiote, o chacal ou o mabeco. Atualmente, estão descritas cerca de vinte espécies de raposas, sendo que algumas delas estão confinadas a regiões muito restritas. Em Portugal, existe apenas uma espécie, a raposa vermelha ou raposa comum, que é a espécie mais abundante e comum no mundo.
A sua pelagem é castanho-escura nos primeiros 6 meses de vida e, depois, torna-se geralmente castanho-avermelhada, com o peito e o abdómen esbranquiçados. De focinho pontiagudo, orelhas grandes e cauda longa, na idade adulta, atinge um peso corporal de 5 a 7 Kg, com um comprimento total próximo de um metro de comprimento. A sua cauda longilínea, com extremidade de coloração branca ou preta, atinge cerca de 40 cm. As extremidades das patas e a parte de trás das orelhas são pretas. A proporção dos seus membros posteriores relativamente ao peso é consideravelmente superior à das restantes espécies de canídeos, dotando-a de grande agilidade e permitindo-lhe dar saltos de grande amplitude durante a predação. Não apresenta um dimorfismo sexual marcado, no entanto, tal como noutros carnívoros, as fêmeas são, geralmente, mais pequenas do que os machos. Em Portugal, a raposa é uma espécie cinegética com estatuto de conservação considerado não preocupante.
Distribuição Global
A raposa vermelha é o carnívoro silvestre com a mais ampla distribuição a nível mundial, encontrando-se presente em todo o hemisfério norte, incluindo América do Norte, Euro-Ásia e norte de África. Além disso, esta espécie foi também introduzida na Austrália e nas Ilhas Falkland. A nível do continente europeu, pode ser encontrada em praticamente todo o seu território e é comum em toda a Península Ibérica.
Distribuição em Portugal
A raposa é muito comum em Portugal, encontrando-se distribuída praticamente por todo o território continental, incluindo ambientes urbanos. Apenas nos arquipélagos da Madeira e dos Açores não existem registos da sua presença.
Distribuição Global

A raposa vermelha é o carnívoro silvestre com a mais ampla distribuição a nível mundial, encontrando-se presente em todo o hemisfério norte, incluindo América do Norte, Euro-Ásia e norte de África. Além disso, esta espécie foi também introduzida na Austrália e nas Ilhas Falkland. A nível do continente europeu, pode ser encontrada em praticamente todo o seu território e é comum em toda a Península Ibérica.
Distribuição em Portugal
A raposa é muito comum em Portugal, encontrando-se distribuída praticamente por todo o território continental, incluindo ambientes urbanos. Apenas nos arquipélagos da Madeira e dos Açores não existem registos da sua presença.
Habitat
A raposa é uma espécie generalista que se adaptou a uma grande variedade de habitats. Pode encontrar-se em praticamente todo o tipo de ecossistemas, desde o subártico ao desértico, tanto em áreas florestais, como em espaços abertos, incluindo áreas urbanas. Atinge, atualmente, abundâncias consideráveis em regiões caracterizadas por elevados níveis de transformação da paisagem e humanização. Tem, no entanto, preferência por regiões de clima temperado. Quando procura refúgio, prefere locais com vegetação densa como matos ou linhas de água. Pode, também, ocupar tocas de coelhos ou de outros animais, na procura de abrigo mais seguro para as crias.
Habitat

A raposa é uma espécie generalista que se adaptou a uma grande variedade de habitats. Pode encontrar-se em praticamente todo o tipo de ecossistemas, desde o subártico ao desértico, tanto em áreas florestais, como em espaços abertos, incluindo áreas urbanas. Atinge, atualmente, abundâncias consideráveis em regiões caracterizadas por elevados níveis de transformação da paisagem e humanização. Tem, no entanto, preferência por regiões de clima temperado. Quando procura refúgio, prefere locais com vegetação densa como matos ou linhas de água. Pode, também, ocupar tocas de coelhos ou de outros animais, na procura de abrigo mais seguro para as crias.
Hábitos alimentares
A raposa é generalista, com um espetro alimentar muito diversificado e oportunista, em função da disponibilidade de alimento e dos níveis de produtividade primária, ocupando um lugar de destaque nas cadeias tróficas de muitas áreas do território nacional. É uma espécie adaptada à caça solitária. Alimenta-se de uma grande variedade de organismos de origem animal e vegetal, principalmente micromamíferos (roedores e coelho-bravo), outros vertebrados (p. ex. aves, répteis, anfíbios, insectívoros), frutos diversos e insetos. Pode apresentar, ocasionalmente, comportamentos necrófagos e ingerir detritos orgânicos provenientes, inclusivamente, de lixo doméstico em ambientes muito humanizados. Têm uma excelente capacidade de esconder os alimentos, conseguindo encontrá-los e consumi-los mais tarde.
Hábitos alimentares

A raposa é generalista, com um espetro alimentar muito diversificado e oportunista, em função da disponibilidade de alimento e dos níveis de produtividade primária, ocupando um lugar de destaque nas cadeias tróficas de muitas áreas do território nacional. É uma espécie adaptada à caça solitária. Alimenta-se de uma grande variedade de organismos de origem animal e vegetal, principalmente micromamíferos (roedores e coelho-bravo), outros vertebrados (p. ex. aves, répteis, anfíbios, insectívoros), frutos diversos e insetos. Pode apresentar, ocasionalmente, comportamentos necrófagos e ingerir detritos orgânicos provenientes, inclusivamente, de lixo doméstico em ambientes muito humanizados. Têm uma excelente capacidade de esconder os alimentos, conseguindo encontrá-los e consumi-los mais tarde.
Reprodução
As raposas atingem a sua maturidade sexual, em média, aos 10 meses e a época de acasalamento ocorre de dezembro a fevereiro.
A gestação dura cerca de 50 a 60 dias, com ninhadas de 4 a 6 crias, uma vez por ano.
Longevidade
Sem pressão cinegética e a ocorrência de epizootias, as raposas vivem, em média, cerca de 9 a 13 anos, em ambiente selvagem, e 10 a 12 anos, em cativeiro.
Reprodução

As raposas atingem a sua maturidade sexual, em média, aos 10 meses e a época de acasalamento ocorre de dezembro a fevereiro.
A gestação dura cerca de 50 a 60 dias, com ninhadas de 4 a 6 crias, uma vez por ano.
Longevidade
Sem pressão cinegética e a ocorrência de epizootias, as raposas vivem, em média, cerca de 9 a 13 anos, em ambiente selvagem, e 10 a 12 anos, em cativeiro.
Comportamentos
É uma espécie de hábitos crepusculares ou noturnos, embora possa ser diurna em ambientes isolados. Apesar de ser vulgarmente considerada uma espécie solitária, a raposa pode viver em pequenos núcleos familiares ou grupos sociais num território que defende ativamente. O número de indivíduos que constitui o grupo social depende do tamanho do território e da disponibilidade de alimento. Realiza a marcação de território com excrementos.
Comportamentos

É uma espécie de hábitos crepusculares ou noturnos, embora possa ser diurna em ambientes isolados. Apesar de ser vulgarmente considerada uma espécie solitária, a raposa pode viver em pequenos núcleos familiares ou grupos sociais num território que defende ativamente. O número de indivíduos que constitui o grupo social depende do tamanho do território e da disponibilidade de alimento. Realiza a marcação de território com excrementos.
Papel nos ecossistemas
As raposas ajudam a fazer o controlo populacional das espécies que predam e também têm um papel na dispersão das sementes dos frutos que ingerem.
Frequentemente perseguida pelos efeitos negativos exercidos sobre a propriedade, a raposa recebe pouco reconhecimento pelos seus benefícios nos ecossistemas. Estes incluem a mitigação de doenças por remoção de cadáveres de animais doentes, que constituem fonte de contaminação para outros animais, ou predação de animais com baixa condição corporal, bem como eliminação de restos de outra matéria orgânica.
Sendo uma espécie predadora que, segundo a Lei da Caça em Portugal, é passível de controlo de densidades, há que balancear essas ações com uma correta gestão de populações e a manutenção de comunidades de carnívoros equilibradas.
Papel nos ecossistemas

As raposas ajudam a fazer o controlo populacional das espécies que predam e também têm um papel na dispersão das sementes dos frutos que ingerem.
Frequentemente perseguida pelos efeitos negativos exercidos sobre a propriedade, a raposa recebe pouco reconhecimento pelos seus benefícios nos ecossistemas. Estes incluem a mitigação de doenças por remoção de cadáveres de animais doentes, que constituem fonte de contaminação para outros animais, ou predação de animais com baixa condição corporal, bem como eliminação de restos de outra matéria orgânica.
Sendo uma espécie predadora que, segundo a Lei da Caça em Portugal, é passível de controlo de densidades, há que balancear essas ações com uma correta gestão de populações e a manutenção de comunidades de carnívoros equilibradas.
Período venatório
De outubro a fevereiro. Contudo, deve consultar-se o calendário venatório publicado anualmente e, no caso de controlo de densidade de predadores ou de caça em terrenos cinegéticos não ordenados, os respetivos editais.
Processos legais de caça
A raposa é uma espécie cinegética de caça menor que pode ser caçada de salto, à espera, de batida e a corricão. Em terrenos ordenados, é permitida a sua caça durante montarias e batidas de caça maior.
Período venatório
De outubro a fevereiro. Contudo, deve consultar-se o calendário venatório publicado anualmente e, no caso de controlo de densidade de predadores ou de caça em terrenos cinegéticos não ordenados, os respetivos editais.
Processos legais de caça
A raposa é uma espécie cinegética de caça menor que pode ser caçada de salto, à espera, de batida e a corricão. Em terrenos ordenados, é permitida a sua caça durante montarias e batidas de caça maior.
Principais doenças infeciosas
As raposas podem ser portadoras de muitos agentes patogénicos, de origem bacteriana, viral ou parasitária. Segundo o documento elaborado em 2015 pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), intitulado “Estratégia sanitária para as espécies cinegéticas”, as doenças identificadas como as mais importantes para a raposa são:
- Raiva: doença provocada por vírus do género Lyssavirus;
- Esgana: doença provocada por um vírus pertencente ao género Morbillivirus da família Paramyxoviridae;
- Leishmaniose: doença provocada por protozoários intracelulares do género Leishmania, nomeadamente pela espécie Leishamnia infantum em Portugal;
- Equinococose-hidatidose: provocada por cestodes parasitas do género Echinococcus;
- Sarna: doença causada pelo ácaro ectoparasita Sarcoptes scabiei;
- Tuberculose: doença provocada por micobactérias do complexo Mycobacterium tuberculosis, nomeadamente Mycobacterium bovis. Apesar de registos esporádicos de doença nesta espécie, em Portugal não está demonstrada a relevância epidemiológica da raposa no ciclo de transmissão do agente.
Com exceção da Esgana, os agentes patogénicos suprarreferidos são zoonóticos, i.e., são transmissíveis ao Homem, sendo que a Raiva, a Leishmaniose e a Equinococose-hidatidose são doenças com elevado impacto na saúde pública. A Raiva e a Esgana estão identificadas como doenças que provocam elevadas taxas de mortalidade nas populações de animais afetadas.
Principais doenças infeciosas
As raposas podem ser portadoras de muitos agentes patogénicos, de origem bacteriana, viral ou parasitária. Segundo o documento elaborado em 2015 pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), intitulado “Estratégia sanitária para as espécies cinegéticas”, as doenças identificadas como as mais importantes para a raposa são:
- Raiva: doença provocada por vírus do género Lyssavirus;
- Esgana: doença provocada por um vírus pertencente ao género Morbillivirus da família Paramyxoviridae;
- Leishmaniose: doença provocada por protozoários intracelulares do género Leishmania, nomeadamente pela espécie Leishamnia infantum em Portugal;
- Equinococose-hidatidose: provocada por cestodes parasitas do género Echinococcus;
- Sarna: doença causada pelo ácaro ectoparasita Sarcoptes scabiei;
- Tuberculose: doença provocada por micobactérias do complexo Mycobacterium tuberculosis, nomeadamente Mycobacterium bovis. Apesar de registos esporádicos de doença nesta espécie, em Portugal não está demonstrada a relevância epidemiológica da raposa no ciclo de transmissão do agente.
Com exceção da Esgana, os agentes patogénicos suprarreferidos são zoonóticos, i.e., são transmissíveis ao Homem, sendo que a Raiva, a Leishmaniose e a Equinococose-hidatidose são doenças com elevado impacto na saúde pública. A Raiva e a Esgana estão identificadas como doenças que provocam elevadas taxas de mortalidade nas populações de animais afetadas.
Curiosidades
A raposa personifica a figura matreira. São muitas as fábulas e contos populares que associam o carácter oportunista e generalista da raposa a comportamentos astutos, furtivos e dissimulados.
Curiosidades
A raposa personifica a figura matreira. São muitas as fábulas e contos populares que associam o carácter oportunista e generalista da raposa a comportamentos astutos, furtivos e dissimulados.
Fontes bibliográficas
- Abade, A. P. (2017). Monitorização e caracterização da Raposa, Vulpes vulpes silacea, e do seu habitat no noroeste de Portugal. Dissertação de Mestrado em Ecologia e Ambiente. Porto: Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
- Bencatel, J., Sabino-Marques, H., Álvares, F., Moura, A.E., & Barbosa, A.M. (2019). Atlas de Mamíferos de Portugal (2ª edição). Évora: Universidade de Évora.
- Cunha, M. V. & Reis, A. C. (2019). Um outro olhar sobre a raposa e o sacarrabos. Revista Caça & Cães de Caça, 258, 24-25.
- Cunha, M. V. & Reis, A. C. (2019). Vírus e parasitas de carnívoros silvestres. Revista Caça & Cães de Caça, 258, 26-29.
- Cunha, M. V. & Reis, A. C. (2019). Bacterioses dos carnívoros silvestres. Revista Caça & Cães de Caça, 258, 30-31.
- Departamento de Recursos Naturais e Conservação da Natureza – Divisão de Gestão dos Recursos Cinegéticos e Aquícolas (2016). Carta de caçador – manual para exame (10ª edição). Lisboa: Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, IP..
- DGAV, ICNF & INIAV, Direção Geral de Alimentação e Veterinária, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas & Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (2015). Estratégia sanitária para as espécies cinegéticas. Acedido em Mar. 7, 2020
- Fox, D. (2014). Vulpes vulpes (red fox). Acedido em Mar. 7, 2020.
- Grupo Raposa (2015). A raposa. Acedido em Mar. 7, 2020
Consulte neste site
- Cunha, M. V. (2019). Raposa e sacarrabos: entre ódios e paixões. Revista Caça & Cães de Caça, 258, 22-23.
- Cunha, M. V. & Reis, A. C. (2019). Um outro olhar sobre a raposa e o sacarrabos. Revista Caça & Cães de Caça, 258, 24-25.
- Cunha, M. V. & Reis, A. C. (2019). Vírus e parasitas de carnívoros silvestres. Revista Caça & Cães de Caça, 258, 26-29.
- Cunha, M. V. & Reis, A. C. (2019). Bacterioses dos carnívoros silvestres. Revista Caça & Cães de Caça, 258, 30-31.







