Lebre-Ibérica
Características Gerais e Físicas
A lebre-ibérica pertence ao género Lepus da família Leporidae, ordem Lagomorpha, que inclui mais de 30 outras espécies, como a lebre-europeia ou lebre-castanha (Lepus europaeus). lebre-do-cabo (Lepus capensis), lebre-de-piornal (Lepus castroviejoi), lebre-italiana (Lepus corsicanus), ou a lebre-alpina (Lepus timidus).
A lebre-ibérica caracteriza-se por pelagem com coloração amarelo-acastanhada e a presença de pêlos pretos no dorso que se destacam do resto da pelagem. Na zona ventral e parte das patas, o pêlo é branco. A cauda é negra na zona superior e branca na zona inferior. Possui grandes olhos, de coloração âmbar ou castanha, e orelhas muito longas, de extremidades escuras. O comprimento total e o peso médio nos adultos variam entre os 44,0 a 47,0 cm e os 2 a 3 kg, respetivamente. Os membros posteriores são muito desenvolvidos, mais compridos que os dianteiros e, notoriamente, mais longos quando comparados com os do coelho-bravo, proporcionando grande velocidade e resistência de corrida.
A lebre-ibérica é uma espécie de caça menor, emblemática para o caçador Português, com impacto sócio-económico na atividade cinegética da Península Ibérica. Diversos fatores podem ameaçar a distribuição e abundância da lebre-ibérica, nomeadamente uma elevada pressão de caça, predação natural, alterações de habitat, e algumas doenças infeciosas. Até muito recentemente, antes da ocorrência de surtos de mixomatose (ver abaixo), as populações de lebre-ibérica eram consideradas estáveis, figurando na lista vermelha da União Internacional da Conservação da Natureza (IUCN) na categoria de “menor preocupação” (LC). Apesar da perceção generalizada ser de grande redução dos efetivos, desconhece-se com rigor o atual estatuto da espécie. Por esse motivo, o esforço de caça deve ser reduzido e adaptado a cada zona de caça e inferior à taxa de crescimento das populações locais.
Lebre-Ibérica
Características Gerais e Físicas

A lebre-ibérica pertence ao género Lepus da família Leporidae, ordem Lagomorpha, que inclui mais de 30 outras espécies, como a lebre-europeia ou lebre-castanha (Lepus europaeus). lebre-do-cabo (Lepus capensis), lebre-de-piornal (Lepus castroviejoi), lebre-italiana (Lepus corsicanus), ou a lebre-alpina (Lepus timidus).
A lebre-ibérica caracteriza-se por pelagem com coloração amarelo-acastanhada e a presença de pêlos pretos no dorso que se destacam do resto da pelagem. Na zona ventral e parte das patas, o pêlo é branco. A cauda é negra na zona superior e branca na zona inferior. Possui grandes olhos, de coloração âmbar ou castanha, e orelhas muito longas, de extremidades escuras. O comprimento total e o peso médio nos adultos variam entre os 44,0 a 47,0 cm e os 2 a 3 kg, respetivamente. Os membros posteriores são muito desenvolvidos, mais compridos que os dianteiros e, notoriamente, mais longos quando comparados com os do coelho-bravo, proporcionando grande velocidade e resistência de corrida.
A lebre-ibérica é uma espécie de caça menor, emblemática para o caçador Português, com impacto sócio-económico na atividade cinegética da Península Ibérica. Diversos fatores podem ameaçar a distribuição e abundância da lebre-ibérica, nomeadamente uma elevada pressão de caça, predação natural, alterações de habitat, e algumas doenças infeciosas. Até muito recentemente, antes da ocorrência de surtos de mixomatose (ver abaixo), as populações de lebre-ibérica eram consideradas estáveis, figurando na lista vermelha da União Internacional da Conservação da Natureza (IUCN) na categoria de “menor preocupação” (LC). Apesar da perceção generalizada ser de grande redução dos efetivos, desconhece-se com rigor o atual estatuto da espécie. Por esse motivo, o esforço de caça deve ser reduzido e adaptado a cada zona de caça e inferior à taxa de crescimento das populações locais.
Distribuição Global
A lebre-ibérica é a espécie mais amplamente distribuída na Península Ibérica, onde existem mais duas espécies, a lebre-de-piornal e a lebre-europeia. Esta espécie está ausente das regiões mais a norte de Espanha, onde se encontram a lebre-de-piornal, restrita à Cordilheira Cantábrica, e a lebre-europeia, presente na parte noroeste da Península Ibérica, ao longo dos Pirenéus. A lebre-ibérica está também presente na Ilha de Maiorca e foi introduzida no sul de França. A lebre-ibérica e a lebre-europeia existem em parapatria em algumas províncias de Espanha, o que significa que as suas populações são contíguas, mas enquanto a lebre-ibérica habita maioritariamente a região sul, a lebre-europeia é encontrada a nordeste.
Distribuição em Portugal
A lebre-ibérica é única espécie de lebre naturalmente existente em Portugal, estando distribuída de forma heterogénea no território Continental, sendo mais comum nas regiões do Interior Centro e a sul do Tejo. Atinge localmente densidades muito inferiores às de coelho-bravo.
Distribuição Global

A lebre-ibérica é a espécie mais amplamente distribuída na Península Ibérica, onde existem mais duas espécies, a lebre-de-piornal e a lebre-europeia. Esta espécie está ausente das regiões mais a norte de Espanha, onde se encontram a lebre-de-piornal, restrita à Cordilheira Cantábrica, e a lebre-europeia, presente na parte noroeste da Península Ibérica, ao longo dos Pirenéus. A lebre-ibérica está também presente na Ilha de Maiorca e foi introduzida no sul de França. A lebre-ibérica e a lebre-europeia existem em parapatria em algumas províncias de Espanha, o que significa que as suas populações são contíguas, mas enquanto a lebre-ibérica habita maioritariamente a região sul, a lebre-europeia é encontrada a nordeste.
Distribuição em Portugal
A lebre-ibérica é única espécie de lebre naturalmente existente em Portugal, estando distribuída de forma heterogénea no território Continental, sendo mais comum nas regiões do Interior Centro e a sul do Tejo. Atinge localmente densidades muito inferiores às de coelho-bravo.
Habitat
Os habitats favoráveis à lebre-ibérica são constituídos por espaços abertos, mas com algum coberto arbustivo e presença de pedras que, juntamente com a capacidade de camuflagem da espécie, fornecem proteção contra predadores. A diversidade paisagística e a presença de elementos naturais na paisagem são importantes para a espécie, que prefere campos de cultivo, de preferência variados, alternados com prados e bosques. A seleção do habitat varia consoante a época do ano. Na estação fria, a lebre-ibérica prefere as áreas cerealíferas, respondendo às alterações cíclicas decorrentes da produção, deslocando-se de zonas com menos alimento para as mais favoráveis. enquanto na Primavera procura pastagens com vegetação espontânea.
As áreas vitais ocupadas pelas lebres são variáveis (1 indivíduo/10 a 300 ha), podendo existir alguma sobreposição de domínios vitais de diferentes indivíduos em zonas de alimentação abundante.
As mudanças profundas que se fizeram sentir nas últimas décadas no mosaico mediterrânico, incluindo a fragmentação do habitat, o abandono das principais atividades agrícolas tradicionais e a contínua intensificação agrícola, com a proliferação de monoculturas, conduziram a uma degradação cumulativa do habitat favorável à proliferação da lebre-ibérica.
Habitat

Os habitats favoráveis à lebre-ibérica são constituídos por espaços abertos, mas com algum coberto arbustivo e presença de pedras que, juntamente com a capacidade de camuflagem da espécie, fornecem proteção contra predadores. A diversidade paisagística e a presença de elementos naturais na paisagem são importantes para a espécie, que prefere campos de cultivo, de preferência variados, alternados com prados e bosques. A seleção do habitat varia consoante a época do ano. Na estação fria, a lebre-ibérica prefere as áreas cerealíferas, respondendo às alterações cíclicas decorrentes da produção, deslocando-se de zonas com menos alimento para as mais favoráveis. enquanto na Primavera procura pastagens com vegetação espontânea.
As áreas vitais ocupadas pelas lebres são variáveis (1 indivíduo/10 a 300 ha), podendo existir alguma sobreposição de domínios vitais de diferentes indivíduos em zonas de alimentação abundante.
As mudanças profundas que se fizeram sentir nas últimas décadas no mosaico mediterrânico, incluindo a fragmentação do habitat, o abandono das principais atividades agrícolas tradicionais e a contínua intensificação agrícola, com a proliferação de monoculturas, conduziram a uma degradação cumulativa do habitat favorável à proliferação da lebre-ibérica.
Hábitos alimentares
A lebre-ibérica é seletiva nos seus hábitos alimentares. As gramíneas constituem a base da sua alimentação. São vulgarmente encontradas em regiões agrícolas, onde se alimentam de cereais, leguminosas, e em áreas florestais, onde se alimentam de brotos e cascas, especialmente no inverno.

Hábitos alimentares

A lebre-ibérica é seletiva nos seus hábitos alimentares. As gramíneas constituem a base da sua alimentação. São vulgarmente encontradas em regiões agrícolas, onde se alimentam de cereais, leguminosas, e em áreas florestais, onde se alimentam de brotos e cascas, especialmente no inverno.
Reprodução
A lebre-ibérica reproduz-se durante todo o ano em Portugal, embora a proporção de machos e fêmeas reprodutivamente inativos seja maior no outono.
O macho atinge a maturidade sexual aos seis meses e a fêmea aos sete/oito meses. O menor tamanho médio das ninhadas de lebre-ibérica em Portugal (média de 2 crias por ninhada), comparativamente com o coelho-bravo (média de 4 crias/ninhada) é compensado por uma extensa época reprodutiva.
Cada fêmea produz assim, em média, cerca de 10 crias por ano, valor semelhante ao observado noutras espécies do género Lepus. A duração da gestação é de 41 a 42 dias.
As crias das lebres nascem com os olhos abertos e cobertas de pêlo, ficando independentes no primeiro mês de vida.
Longevidade
Vive um máximo de 9 anos em ambiente selvagem.
Reprodução

A lebre-ibérica reproduz-se durante todo o ano em Portugal, embora a proporção de machos e fêmeas reprodutivamente inativos seja maior no outono.
O macho atinge a maturidade sexual aos seis meses e a fêmea aos sete/oito meses. O menor tamanho médio das ninhadas de lebre-ibérica em Portugal (média de 2 crias por ninhada), comparativamente com o coelho-bravo (média de 4 crias/ninhada) é compensado por uma extensa época reprodutiva.
Cada fêmea produz assim, em média, cerca de 10 crias por ano, valor semelhante ao observado noutras espécies do género Lepus. A duração da gestação é de 41 a 42 dias.
As crias das lebres nascem com os olhos abertos e cobertas de pêlo, ficando independentes no primeiro mês de vida.
Longevidade
Vive um máximo de 9 anos em ambiente selvagem.
Comportamento
É um herbívoro generalista, crepuscular e noturno. A lebre-ibérica faz depressões no solo (conhecidas por camas), para descanso e proteção dos juvenis. As camas são, normalmente, encontradas em áreas abrigadas, sob trincheiras e troncos.
Como todos os lagomorfos, a lebre-ibérica realiza cecotrofia, que consiste na ingestão de fezes imediatamente após a sua expulsão pelo ânus, permitindo que os alimentos passem duas vezes pelo sistema digestivo de modo a obter deles maior aproveitamento nutritivo.
Comportamento

É um herbívoro generalista, crepuscular e noturno. A lebre-ibérica faz depressões no solo (conhecidas por camas), para descanso e proteção dos juvenis. As camas são, normalmente, encontradas em áreas abrigadas, sob trincheiras e troncos.
Como todos os lagomorfos, a lebre-ibérica realiza cecotrofia, que consiste na ingestão de fezes imediatamente após a sua expulsão pelo ânus, permitindo que os alimentos passem duas vezes pelo sistema digestivo de modo a obter deles maior aproveitamento nutritivo.
Papel nos ecossistemas
A lebre-ibérica integra várias cadeias tróficas, sendo presa de vários predadores ibéricos com estatuto ameaçado ou em perigo, nomeadamente a águia-real (Aquila chrysaetos), o bufo-real (Bubo bubo) e o gato-bravo (Felis silvestris).
Exerce também uma atividade dispersora de sementes.
Papel nos ecossistemas

A lebre-ibérica integra várias cadeias tróficas, sendo presa de vários predadores ibéricos com estatuto ameaçado ou em perigo, nomeadamente a águia-real (Aquila chrysaetos), o bufo-real (Bubo bubo) e o gato-bravo (Felis silvestris).
Exerce também uma atividade dispersora de sementes.
Período venatório
De setembro a dezembro, por salto e espera. A caça à lebre a corricão e por cetraria inicia-se em setembro e estende-se até ao final de fevereiro. Deve consultar-se o calendário venatório publicado anualmente para aferir limites de abate, de acordo com os planos de ordenamento e exploração cinegética (ZCA e ZCT) e planos de Gestão (ZCM). No caso de caça em terrenos cinegéticos não ordenados, consultar os respetivos editais.
Processos legais de caça
A lebre-ibérica é uma espécie cinegética de caça menor que pode ser caçada de salto, espera, corricão e cetraria.
Período venatório

De setembro a dezembro, por salto e espera. A caça à lebre a corricão e por cetraria inicia-se em setembro e estende-se até ao final de fevereiro. Deve consultar-se o calendário venatório publicado anualmente para aferir limites de abate, de acordo com os planos de ordenamento e exploração cinegética (ZCA e ZCT) e planos de Gestão (ZCM). No caso de caça em terrenos cinegéticos não ordenados, consultar os respetivos editais.
Processos legais de caça
A lebre-ibérica é uma espécie cinegética de caça menor que pode ser caçada de salto, espera, corricão e cetraria.
Principais doenças infeciosas
A principais e mais importantes doenças infeciosas que afetam atualmente a lebre ibérica são, a mixomatose, causada pelo vírus da Mixomatose, pertencente à família Poxviridae, e a tularémia, causada pela bactéria Francisella tularensis. Invulgarmente reportada no passado, a mixomatose em lebre raramente causava sinais clínicos. No entanto, a partir de 2018, registaram-se os primeiros casos de epizootias de mixomatose em lebre, com a ocorrência de elevadas taxas de mortalidade e o aparecimento de sinais clínicos nos animais infetados, tais como mixomas, inflamação e edema das pálpebras, mobilidade reduzida e consequente suscetibilidade à predação.
A lebre é ainda suscetível a doenças parasitárias, como a cisticercose, coccidiose, sarna e hidatidose, doenças causadas por fungos, como as dermatofitoses, e ainda, doenças de origem bacteriana, como a tularémia, pasteurelose, necrobacilose, salmonelose, e pseudotuberculose. Estas doenças podem causar uma diminuição da condição corporal dos indivíduos, ainda que a sua importância, ao nível das populações, seja claramente inferior à que se regista atualmente com a mixomatose.
Principais doenças infeciosas

A principais e mais importantes doenças infeciosas que afetam atualmente a lebre ibérica são, a mixomatose, causada pelo vírus da Mixomatose, pertencente à família Poxviridae, e a tularémia, causada pela bactéria Francisella tularensis. Invulgarmente reportada no passado, a mixomatose em lebre raramente causava sinais clínicos. No entanto, a partir de 2018, registaram-se os primeiros casos de epizootias de mixomatose em lebre, com a ocorrência de elevadas taxas de mortalidade e o aparecimento de sinais clínicos nos animais infetados, tais como mixomas, inflamação e edema das pálpebras, mobilidade reduzida e consequente suscetibilidade à predação.
A lebre é ainda suscetível a doenças parasitárias, como a cisticercose, coccidiose, sarna e hidatidose, doenças causadas por fungos, como as dermatofitoses, e ainda, doenças de origem bacteriana, como a tularémia, pasteurelose, necrobacilose, salmonelose, e pseudotuberculose. Estas doenças podem causar uma diminuição da condição corporal dos indivíduos, ainda que a sua importância, ao nível das populações, seja claramente inferior à que se regista atualmente com a mixomatose.
Curiosidades
A lebre simboliza a rapidez. Tem um excelente olfato e umas orelhas compridas que possibilitam uma boa audição, permitindo a localização de fontes de perturbação a grande distância. Estas características, aliadas à sua velocidade, permitem-lhe prever e escapar aos seus predadores com alguma facilidade. Além disso, tem grande capacidade de camuflagem. O seu sprint e capacidade de antecipação são muito retratados em contos e fábulas.
Curiosidades

A lebre simboliza a rapidez. Tem um excelente olfato e umas orelhas compridas que possibilitam uma boa audição, permitindo a localização de fontes de perturbação a grande distância. Estas características, aliadas à sua velocidade, permitem-lhe prever e escapar aos seus predadores com alguma facilidade. Além disso, tem grande capacidade de camuflagem. O seu sprint e capacidade de antecipação são muito retratados em contos e fábulas.
Fontes bibliográficas
- Bencatel, J., Sabino-Marques, H., Álvares, F., Moura, A.E., & Barbosa, A.M. (2019). Atlas de Mamíferos de Portugal (2ª edição). Évora: Universidade de Évora.
- Grupo de Trabalho +Coelho (2018). “Recuperação do Coelho-Bravo (Oryctolagus cuniculus) e da Lebre (Lepus granatensis): Manual de Boas Práticas Sanitárias”. Grupo de Trabalho +Coelho. Fundo Florestal Permanente. Coordenação da Edição: Yolanda Vaz, Margarida Duarte, Mónica V. Cunha. Depósito Legal: 445870/18.
- Alves, P.C., Gonçalves & H., Rocha, A. (2002). Reproductive biology of the Iberian hare, Lepus granatensis, in Portugal. Mammalian Biology, 67,358-371.
- Alves, P.C. & Rocha, A. (2003). Environmental factors have little influence on the reproductive activity of the Iberian hare, Lepus granatensis. Wildlife Research, 30,639-647.
Consulte neste site
- Grupo de Trabalho +Coelho (2018). Mixomatose confirmada em lebre caçada em Évora. Revista Caça & Cães de Caça, 254, 11.
- Duarte, M. D., Carvalho, C., Santos, F. A., Cunha, M. V., Canada, N., Amador, R., Santos, P. T., Vaz, Y., Hora, A., Lopes, G., Abrantes, J., Lopes, A. M., Esteves, P. J., Santos, N., Alves, P. C., Carvalho, J., Soares, A. P. Castanheira-Pinto, F., Amaro, J. (2019). Mixomatose: uma ameaça para a lebre-ibérica?. Vida Rural, 1845, 40-44.
- Duarte, M., Santos, F. A., Carvalho, C., Fagulha, T., Monteiro, J., Esteves, P., Abrantes, J., Lopes, A. M., Alves, P. C., Santos, N., Santos, P. T., Melo, P. (2020). 20 perguntas e respostas sobre mixomatose em lebre-ibérica. Revista Caça & Cães de Caça, 269, 4-9.






